Obama conversa com ativistas russos sobre direitos LGBT e Pussy Riot

Presidente norte-americano enviou saudações às cantoras Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina, condenadas a dois anos de prisão

Após dois dias de intensos debates de política externa e economia na cúpula do G20 em São Petersburgo, na Rússia, Barack Obama se encontrou nesta sexta-feira (06/09) à noite com representantes russos de direitos humanos, antes de voltar aos Estados Unidos. O grupo – que incluía três ativistas LGBT - discutiu com o presidente norte-americano temas polêmicos como a prisão de Chelsea Manning, o asilo temporário da Rússia a Edward Snowden e a prisão de Guantânamo.

Durante a conversa, o norte-americano falou sobre o seu passado como líder comunitário e revelou que gosta de participar deste tipo de evento (encontrar-se com movimentos sociais) em todos os países que visita, segundo nota oficial da Casa Branca.

Pavel Chikov, coordenador da ONG Agora, de apoio jurídico, disse que Obama contou aos ativistas russos que é sempre muito difícil colocar à mesa o tema de direitos humanos nas suas relações com países como a Rússia e a China. "Obama enviou saudações a Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina, membros da banda punk Pussy Riot, condenandas há dois anos de prisão por ofensa religiosa depois de uma apresentação anti-Kremlin em uma catedral de Moscou", revelou em sua conta no twitter.

Em entrevista a Opera Mundi, Igor Kochetkov, líder da organização LGBT Network, que também participou do encontro, comentou que pediu a Obama que ele fosse "mais direto nas suas críticas à situação dos direitos (humanos) na Rússia e em outros países". Kochetkov elogiou Obama por ele ter “deixado claro que é impossível discutir direitos humanos sem discutir os problemas enfrentados pela comunidade LGBT”, revelou.

O presidente norte-americano afirmou estar preocupado com a questão da comunidade gay na Rússia, mas não foi dito “nada de concreto” sobre assuntos internos russos, segundo Kochetkov. O coordenador do Movimento Juvenil dos Direitos Humanos, Dmitry Makarov, disse que Obama falou apenas dois minutos sobre os direitos LGBT.

“Este tipo de atividades que estão aqui representadas são importantes para o crescimento da Rússia”, explicou Obama. “Todos estão contribuindo de alguma maneira para fortalecer a sociedade russa e ajudando a progredir em nome de todas as pessoas”.

A conversa também discutiu outros assuntos, como a prisão de Chelsea Manning, o asilo temporário da Rússia a Edward Snowden e a prisão de Guantânamo. Além de Obama e dos ativistas, participaram da reunião o embaixador dos EUA na Rússia, Michael McFaul, e a conselheira de Segurança Nacional dos EUA, Susan Rice.

Fonte: Opera Mundi

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Comentário de Stefano Barbosa em 15 setembro 2013 às 19:08

A reunião dos mafiosos... que beleza!! um "presidente" (que nao passa de um agente da oligarquia) e um bando de oportunistas que usa os direitos LGBT como escudo moral

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