Oficina capacita bolsistas da pesquisa Faces do Brasil

Coordenado pelo jornalista Fernando Conceição, o projeto irá monitorar os principais veículos de comunicação do país

Por Jaqueline Barreto/ Da Redação do Portal Omi-DùDú

Na última quinta e sexta-feira integrantes da Pesquisa Faces do Brasil foram contemplados com oficina de capacitação oferecidas pelo jornalista Geraldinho Vieira, representante da Ford e Fábio Senne da ANDI ( Agência de Notícias do Direito da Infância). FACES DO BRASIL é um projeto que pretende monitorar de agosto/2010 a julho/2011 os principais jornais e revistas do país analisando a cobertura de temas referentes aos negros, indígenas e ciganos. Promovido pelo Núcleo Omi-DùDú em parceria com o grupo Etnomídia da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia conta com o financiamento da Fundação Ford para os 18 meses de apuração e análise.

Para Geraldinho Vieira, da Fundação Ford, o processo de análise da representação do negro na mídia brasileira deve seguir alguns norteadores como as fontes ouvidas pelas matérias jornalísticas e os termos pejorativos utilizados. " Às vezes você tem uma diversidade de fontes e, não necessariamente, tem uma diversidade de vozes. Você pode ter várias fontes e apresentar durante a reportagem uma única visão de mundo", salientou o jornalista.

De acordo com ele, a cobertura policial realizada pelos grandes jornais do país, não problematiza o fato narrado reforçando estigmas e preconceitos presentes na sociedade brasileira. "O noticiário da violência não teve nenhuma evolução no jornalismo do nosso país. As notícias não são contextualizadas, os policiais são os grandes personagens, o fenômeno da violência não aparece, o que aparece é o fato", frisou.

Fábio Senne apontou alguns critérios metodológicos como o limite de 500 caracteres e o estabelecimento de palavras-chave utilizados pela ANDI no processo de clippagem e apuração da notícias relativas às crianças e aos adolescentes. "As políticas públicas são as nossas prioridades. Afinal de contas, é através dessas políticas que a gente pode transformar a realidade. Antigamente, a gente via muitos termos pejorativos como "trombadinha", "menor"e, agora, a utilização dessas palavras tem uma freqüência muito menor ", enfatizou Fábio Senne.

"A pesquisa Faces do Brasil visa contribuir, com críticas e propostas, para a superação dos preconceitos raciais existentes no Brasil na área da Comunicação. Tem também como objetivo estabelecer diálogos com profissionais que atuam no mercado da mídia, na Academia e no movimento social’, pontuou o jornalista Fernando Conceição, enfatizando ainda que " teremos agora como principal parâmetro da pesquisa o Estatuto da Igualdade Racial aprovado recentemente pelo Congresso Nacional".


Conferir em : www.nucleoomidudu.org.br/jaquelinebarreto2008@hotmail.com

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