"Ófin ni Olope" reune educadores no Opô Afonjá



O Terreiro Ilê Axé Opó Afonjá, fundado em 1910 por Eugênia Anna dos Santos (Mãe Aninha), comemora um século de existência sediando encontro com secretários da educação dos municípios baianos no dia 26 de agosto, no próprio Terreiro, no bairro de São Gonçalo, em Salvador. Promovido com a parceria da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, o encontro Ófin no Olope (Lei em Ação) traz na pauta o debate sobre a implantação da Lei nº 10.639|2003, que inclui História e Cultura Afro-Brasileira como ensino obrigatório no currículo oficial das redes de educação do Brasil.

Na oportunidade, acontece o lançamento do livro didático Epé Laiyé – Terra Viva, de autoria de Maria Stella de Azevedo Santos, conhecida nacionalmente como Mãe Stella de Oxossi. A Secretaria da Educação do Estado da Bahia já adquiriu cinco mil exemplares do livro.

O livro Epé Laiyé já vem sendo utilizado na Escola Eugênia Anna dos Santos. Municipalizada em 1998, esta escola funciona há mais de 30 anos dentro do Terreiro Ilê Axé Opó Afonjá e é uma referência nacional na implementação de leis e diretrizes que tratam da Educação para as relações étnico-raciais.O Epé Laiyé aborda questões sobre meio ambiente de maneira lúdica, trazendo as entidades da religiosidade afro-brasileira como personagens de uma aventura ecológica, para enfatizar a importância da preservação da natureza.

Encontro Ófin ni Olope

10.639: Lei em Ação

Programação 26 DE AGOSTO DE 2010

9h – composição da mesa/ bênçãos da Ialorixá Mãe Stella de Oxossi

9h20 - A Lei nº 10.639 no Estado da Bahia – Secretaria da Educação do Estado da Bahia

9h40 – A Lei nº 10.639 na Cidade de Salvador - Secretaria Municipal da Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Salvador

10h – Intervalo/café

10h15 - Apresentação musical do Griô Dudu Rose

10h30 – Palestra: Tradição oral e escrita - Prof. Mestre Carlos Alberto Caetano

11h – Roda de diálogos: desafios para a implementação da Lei

12h – Almoço

Exposição de livros ligados à cultura afro-brasileira

13h30 – Oficina Pwer-Provér

15h – intervalo/café

15h30 – Oficina Epé Laiyé

17h – encerramento com Mãe Stella


Fonte: Secretaria de Educação do Estado da Bahia

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Comentário de Sérgio Cumino em 2 setembro 2010 às 3:14
A difusão de trabalhos dessa natureza, onde ação política é o olho no olho da criança, e acompanhar sua transformação em cidadão consciente, como uma mãe que acompanha seu filho em seus primeiros passos, é de fato o que faz a diferença. Sobre a tutela do amor, que vemos de fato uma sociedade se transformar, aqui em São Paulo sempre, fui um fã em potencial do Ilê Axé Opó Afonjá, em sua importância para o candomblé no Brasil, e sua atuação transformadora da realidade. Que os ventos de Oya leve essa inspiração a todos os Ilês do nosso país em prol de um mundo mais justo e humano. PARABÉNS!!!

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