Para não dizer que não falamos dos Índios

Espetáculo IAURETÊ  revela a ancestralidade e os impactos da civilização nos povos indígenas brasileiros.

 

IAURETÊ Espetáculo Afro-índígena no Teatro SESI do Rio Vermelho

 

O espetáculo IAURETÊ marca os 33 anos do Grupo de Teatro Palmares Iñaron. A peça é uma livre adaptação do conto Meu Tio O Iauaretê de Guimarães Rosa e da obra literária Maíra de Darcy Ribeiro e cruza as histórias de dois personagens: Oxim um místico caboclo onceiro, interpretado por Victor Kizza (Barrela, Uma Mulher Vestida de Sol) e Mehín Índio que ganha vida com a interpretação de Maria Janaína (Água que Lava Alma) e revela a ancestralidade e os impactos da civilização nos povos indígenas brasileiros. IAURETÊ é adaptado e dirigido por Lia Spósito (Macunaíma, Cangaço, O Trem Baiano), conta com a direção musical de Bira Reis e a orientação artística de Antônio Godi.

O espetáculo foi premiado no FIT – Festival Nacional Ipitanga de Teatro na edição 2010 com o Troféu de Melhor Ator para Victor Kizza. Este festival de caráter nacional é realizado no município de Lauro de Freitas/BA ao longo de 05 (cinco) edições e vem ganhando expressividade, representando o movimento cultural de Lauro de Freitas por todo o Brasil. Ainda, o espetáculo IAURETÊ foi um dos grandes representantes da Bahia e do nordeste no Festival de Curitiba 2011, que já está em sua vigésima edição e constitui-se como um dos mais expressivos festivais de teatro do país sendo realizado anualmente na capital paranaense.

 

Nova temporada de apresentações no Teatro SESI Rio Vermelho, localizado na Rua Borges dos Reis, 09 – Rio Vermelho. Nos dias 06, 20 e 27 de maio de 2011, sempre às sextas-feiras 20h.

Ficha Técnica

Realização: Palmares Iñaron e Oficina de Investigação Musical O.I.M

Texto: IAURETÊ (Adaptação das obras; Meu Tio O Iauaretê de Guimarães Rosa e Maíra de Darcy Ribeiro)

Adaptação e Direção: Lia Spósito

Elenco: Maria Janaina e Victor Kizza

Orientação Artística: Antônio Godi

Direção Musical e Multimídia: Bira Reis

Percussão: Kinhones, Alessandro Mônaco, Marquinhos Black

Produção Executiva: Victor Kizza

Assistente de Produção: Heloisa Jorge

Iluminação: Everton Machado

Assistente Técnico: Nildo Brito

Fotografia: Aldren Lincoln

Programação Visual: Letícia Martins

Sobre o Palmares Iñaron

 

O Grupo de Teatro Palmares Iñaron foi fundado em 1976 por Antônio Godi e Lia Spósito, juntamente com Kal dos Santos e Ana Sacramento e cultiva, ao longo da sua trajetória, uma proposta de trabalho voltada para as questões étnico-sociais e culturais do afro-brasileiro, dos povos indígenas e do sertanejo, baseando-se na importância de se refletir sobre o convívio na diferença, sobre como pensar a diferença entre os povos, culturas, tipos físicos e classes sociais, compreendendo-a e vivenciando-a com respeito.

 

O nome do grupo relaciona palavras ligadas às culturas; negra e indígena e trata-se, portanto, de valorizar essas duas culturas. Palmares Iñaron significa então, Palmares Ensandecido, atribuindo homenagem à história de Zumbi e fazendo referência à terminologia de origem indígena Iñaron - que designa um estado de perturbação mental e espiritual, nos índios, por conta das influências da civilização. O trabalho do Palmares Iñaron parte de um estudo antropológico associado a uma pesquisa estético-teatral que determina uma maneira própria para interpretar as realidades diversas, desvendadas pelo olhar apurado de quem quer descobrir personagens, fatos e situações.

 

O Teatro-Étnico do grupo desenvolve uma linguagem característica, inspirada na essência do povo brasileiro com suas raízes e origens que constituem a nossa formação social. Em sua trajetória o Grupo de Teatro Palmares Iñaron montou importantes espetáculos, a saber: Estórias Brasileiras (1977) e Usura Corporation (1978), este que foi indicado para o Prêmio Martin Gonçalves de Teatro, à época, nas categorias de Melhor Texto para Antônio Godi e Melhor Atriz para Lia Spósito, além da realização da Leitura Dramática de Documentos Negros (Revolta de Búzios) em uma das reuniões que marcavam a constituição do Movimento Negro Unificado em 1979, no antigo Espaço Sucupira, onde hoje funciona a Prefeitura de Salvador.

 

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