Patrimônio material do Candomblé é tema de aula na Biblioteca Pública

Peças sagradas atualmente se encontram no Museu Afro Brasileiro, mas antes estavam em Museu Criminal

No próximo dia 8 de agosto, às 17h, na Sala Kátia Mattoso da Biblioteca Pública do Estado (Barris), o Professor Ademir Ribeiro Júnior será o próximo convidado do curso Conversando com sua História, do Centro de Memória da Bahia. Na aula será abordada a pesquisa “Patrimônio etnográfico e arqueológico dos terreiros de Candomblé de Salvador” sobre a formação do registro arqueológico afro-brasileiro em espaços sagrados da religiosidade afro-brasileira no Recôncavo Baiano. As inscrições são gratuitas e os participantes receberão certificados.
O tema – Buscando abordar o patrimônio material dos terreiros de Candomblé a partir das coleções museológicas existentes no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e do Museu de Arte da Bahia. O arqueólogo e professor, Ademir Ribeiro Junior, ressalta que a aula irá também destacar a importância das peças sagradas da religião de matriz africana no contexto histórico do negro no Brasil. “Será uma forma de conhecer mais um pouco a história e a importância da arte religiosa africana no Brasil, tendo em vista que a sociedade brasileira ainda é muito preconceituosa quando se fala neste assunto”, contesta. O arqueólogo ainda destacará o tratamento dado às peças sagradas no Museu Antropológico e Criminal Estácio de Lima. “Essas peças sagradas pertencentes ao patrimônio afro-religioso se encontravam juntamente com substancias ilícitas, armas de crimes e aberrações naturais. Depois de muita cobrança do Movimento Negro, atualmente, este acervo se encontra no Museu Afro Brasileiro”, destaca Ademir, referindo-se à iniciativa do Governo do Estado, através da Secretaria de Promoção da Igualdade, que em 2010, retirou o acervo da propriedade do Instituto Médio Legal Nina Rodrigues, onde se encontrava.
Currículo - Arqueólogo da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN), em Sergipe, Ademir Ribeiro Júnior é também Professor da Faculdade São Bento da Bahia. Possui mestrado em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo MAE-USP (2008). É bacharel em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (2004) e licenciado em História pela Faculdade de Educação da USP (2005). Ele atua na gestão do patrimônio arqueológico e pesquisa a formação do registro arqueológico afro-brasileiro em sítios devocionais subaquáticos associados aos terreiros de candomblé do Recôncavo Baiano.
O próximo encontro do Curso Conversando com sua História acontecerá no dia 16 de agosto e terá como tema, “Casamento, cabaço e cabeceira: os imaginários de gênero e da honra na Bahia dos Oitocentos”, ministrado pela Professor Joel Nolasco Queiroz de C. e Silva. As inscrições podem ser feitas diariamente, das 9h às 17h, pelo telefone 3117- 6067 ou através do email: cmb.fpc.ba.gov.br
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Comentário de Eduardo Machado em 5 agosto 2011 às 18:33
Por que paramentos religiosos sagrados figuravam ao lado de fetos mal-formados, punhas, carabinas e baralhos falsos. Veja o video que mostra esse absurdo por meio deste link http://www.youtube.com/watch?v=63f41uaR9tY

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