PM e Marinha chegam para reintegração do Rio dos Macacos


O Quilombo Rio dos Macacos, região localizada no município de Simões FIlho, vive uma situação de tensão neste momento. Moradores e integrantes de entidades de defesa da causa negra na Bahia relatam que viaturas das polícias Militar e da Marinha chegaram ao local na manhã deste domingo e pretendem executar uma ação de reitegração de posse no local. A ação, emitida pela Marinha, havia sido suspensa no fim do ano passado pelo Governo Federal.

 
Representantes do movimento negro que estão no local acusam a Marinha de descumprir a ordem do governo e temem que a reitegração, se de fato acontecer, tenha contornos de violência comparáveis ao que aconteceu no mês passado na região do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP). Segundo os primeiros relatos, a PM fechou os acessos ao local e impede que pessoas entrem ou saiam do quilombo. Há uma grande concentração de pessoas e bate-boca, mas por enquanto nada aconteceu.
 
Lideranças e outros representantes rumam para o local para tentar evitar que haja violência. A intenção destas pessoas é reiterar que há uma ordem federal para que não haja a desocupação. O acordo foi feito durante uma audiência pública dentro da comunidade em 27 de fevereiro. Na ocasião, representantes da ecretaria-Geral da Presidência da República, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Incra, Fundação Cultural Palmares, e o secretário de Promoção da Igualdade da Bahia (Sepromi), Elias Sampaio, estiveram presentes.
 
A intenção é esperar até que o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) fique pronto. O estudo esclarecerá quem de fato tem direito sobre a área. Os quilombolas afirmam estar na região há séculos e que o Rio dos Macacos é uma das comunidades remanescentes de escravos mais antiga do Brasil. Em 1971, a Marinha chegou ao local e ergueu a Vila Militar. Desde então, há muita tensão entre os marinheiros e os quilombolas. 
 
A situação chegou ao limite, porém, no ano passado, quando a arma decidiu pela reitegração de posse. Os quilombolas se recusaram a deixar a terra que ocupam historicamente e, desde então, há relatos de ameaças e agressões para com os integrantes da comunidade, que afirmam ter medo de sair de casa tememndo a destruição de seus lares.

Por Lucas Esteves - Portal 10 segundos

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Comentário de Antonio Marcelo Vilela em 4 março 2012 às 15:52
O QUE PODEMOS ESPERAR DE UM PAÍS DESSES.
EM QUE O RACISMO E O PRECONCEITO ESTÃO CAMUFLADOS, ELES SEMPRE INVENTAM UMA DESCULPA PAR DISFARÇAREM QUE NA VERDADE AINDA EXISTE MUITO PRECONCEITO E SOBRETUDO O RACISMO NESSE PAÍS.
MAIS SE ANALIZAR-MOS OS FATOS E ACONTECIMENTOS EXISTENTES ATÉ HOJE EM NOSSAS VIDAS, VERE-MOS QUE À PRÓPRIA ESCRAVIDÃO NÃO ACABOU DEPOIS DA ASSINATURA DA LEI AÚREA, PQ AINDA SOMOS ESCRAVOS DESSES GOVERNOS CAPITALISTAS EXISTENTES NESSE LIXO DE PAÍS...

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