Pró-igualdade racial e inclusão social é tema de Fórum Internacional no recôncavo baiano

Uma multiplicidade de atividades, tais como oficinas de artesanato, cinema, debates acadêmicos, exposição e intervenções artísticas estão sendo realizadas desde 20 de novembro (Dia Nacional da Consciência Negra), na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, que sedia o II Fórum Internacional 20 de Novembro e o VII Fórum Pró-igualdade Racial e Inclusão Social do Recôncavo, na cidade de Cruz das Almas. Na última quinta-feira (21), um debate em torno do filme “Raça”, de Joel Zito Araújo, intervenções de grafite com Geiziel da Silva Ramos e diversos simpósios com temáticas relacionadas à pró-igualdade racial foram os principais destaques.

O aspecto que despertou mais interesse à estudante Andressa Oliveira, foi a diversidade de assuntos discutidos nos fóruns: “Encontramos aqui uma diversidade de ações que discutem a consciência negra e outros temas relacionados. Eu gostaria que estas discussões avançassem ao longo de todo o ano, nós não podemos deixar que temas desta magnitude só sejam debatidos no mês de novembro”, pontuou a estudante de agronomia da UFRB.

Sobre a importância da promoção de um evento como este no recôncavo da Bahia, Ana Rita Santiago, pró-reitora da UFRB, comenta: “Promover e sediar estes eventos é importante por reafirmar e confirmar o compromisso da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia com a igualdade e a inclusão racial. Os fóruns são importantes para celebrarmos as políticas de ações afirmativas instituídas pelo nosso país e também para notabilizar as conquistas e histórias que a população negra do Brasil conquistou ao longo dos anos”, pontuou a também presidente do II Fórum Internacional 20 de Novembro.

Descentralização: As universidades dos grandes centros comerciais são conhecidas por promoverem majoritariamente os maiores encontros acadêmicas do país. Trazer discussões com antropólogos, sociólogos, ativistas e outras classes da academia para as cidades do interior do país também é um dos objetivos da UFRB, ao promover um fórum internacional na cidade de Cruz das Almas: “Nós queremos mostrar que essas possibilidades de discussão não estão apenas nas capitais, mas também no interior dos estados. Queremos trazer o mundo para o recôncavo e levar o recôncavo para o mundo quando transformamos o nosso espaço em um território de socialização, pesquisas e práticas culturais contra o racismo, homofobia e sexismo”, declarou Ana Rita Santiago, pró-reitora da instituição de ensino superior.

Matheus Santos, estudante de engenharia agronômica da UFRB e remanescente da comunidade quilombola do Sarapuí, localizada na cidade de Valença no Baixo Sul da Bahia, foi uma das 2mil pessoas que se credenciaram para participar das atividades do II Fórum Internacional 20 de Novembro. Com 23 anos, Matheus diz que ter participado de movimentos sociais desde os 11 anos foi um dos fatores que o motivaram a ingressar na universidade e também defende a importância do dia 20 de Novembro como o Dia Nacional da Consciência Negra: “Existem movimentos que discutem questões de raça e gênero todos os dias, é um equívoco pensar que a Consciência Negra é debatida apenas no mês de novembro, a data é um marco histórico e simbólico que resguarda a memória da nossa população”, avaliou o congressista.

“É possível contribuir com o aumento do índice de negros nas universidades do nosso país a partir do momento em que se criam ações como o Fórum Internacional 20 de Novembro que levanta discussões importantes sobre o que é ser negro e os principais desafios que encontramos ao assumir a nossa negritude”, finalizou Matheus Santos, estudante da UFRB, instituição considerada como o pólo acadêmico com o maior número de estudantes negros do país.

O II Fórum Internacional 20 de Novembro e o VII Fórum Pró-Igualdade Racial e Inclusão Social do Recôncavo celebram a data máxima para a luta dos afro-brasileiros pela dignidade e igualdade de direitos. A programação se estende até o próximo dia 22, no Campus de Cruz das Almas da UFRB e pode ser consultada através do site http://www.ufrb.edu.br/forum

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Comentário de Andre Pessego em 22 novembro 2013 às 21:18

Fóruns, conferências, e outros quentais para debater, explicar, ensinar, ou aprender "Igualdade racial", combate ao "racismo"; falar sobre preconceito racial........ tanta coisa........ Tem alguém que não sabe o que seja isto?

E quem é que vai ensinar? Quem é que vai aprender?

Tudo tolice, idiotice, enganação. Formas de manter o negro alijado, excluído.

- Ninguém debate, ou propõe a que se debata a INDENIZAÇÃO do negro brasileiro.

Uma pergunta: As Forças Armadas são preconceituosas? (Na minha opinião elas são a chave do preconceito), se não são - por que elas não aceitam no quadro de oficial general pessoas negras? Se admitem, por que não temos, não tivemos?

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