Prisoes africanas, ou poroes de navios negreiros?

Um relatorio apresentado no comeco do ano por um grupo de direitos humanos(Human Rights Watch) e dois grupos de direitos humanos na Africa, mostraram as indignidades as quais sao submetidos os prisioneiros na Zambia. Geralmente os prisioneiros ficam despidos numa cela solitaria com agua misturada as proprias fezes na altura da canela. Os prisioneiros rotineiramente vivem em prisoes superlotadas, onde nao ha o menor espaco para dormir. Ha um revezamento a noite entre eles.
Estas prisoes sao chamadas "Death Traps", ou "Armadilhas da Morte" por causa das pessimas condicoes de higiene, da superpopulacao, e das doencas. A prisao de seguranca Maxima Mukobeko construida na decada de 50 para um populacao carceraria de apenas 400, hoje abriga mais de 1700 condenados. A prisao Central Lusaka construida na decada de 20 para abrigar somente 200 condenados, atualmente conta com uma populacao de mais de 1100.Os prisioneiros informaram aos pesquisadores que eles sao tratados como porcos em chiqueiros, sao amontoados como madeiras numa pilha, ou como peixes numa geladeira.
Num Continente onde os recursos do governo sao precarios, e ha uma luta severa pela sua distribuicao, ha anos as prisoes seguem negligenciadas, tornado as condicoes carcerarias abominaveis.
Dezenas de representantes africanos e servidores medicos compareceram ao anuncio do relatorio em Lusaka, a capital do pais. O doutor Chisela Chileshe, que assumiu o controle do servico medico do sistema penitenciario na Zambia em Setembro de 2009, e e o unico medico para uma populacao carceraria de mais de 16 mil condenados. Ele afirmou que o servico penitenciario da as boas vindas a este importante relatorio.
Sua meta principal e mudar um sistema colonial baseado na punicao fisica para um sistema de reabilitacao. Os pesquisadores descobriram que os prisioneiros frequentemente estao desnutridos porque nao sao alimentados de acordo com uma dieta basica de calorias exigida pelo corpo humano. Turbeculose corre solta neste meio ambiente, e muitos presidiarios estao fracos devido a fome e tambem exaustao.
Muitos dos que estao presos nao foram condenados por crime algum, mas sao mantidos presos, e em alguns casos passam anos na prisao ate conseguirem seu dia no tribunal.
Carcereiros sobrecarregados, juntamente com prisoes com poucos funcionarios deixam praticamente os presidiarios a mercer dos "Capitaes de Cela" internos com suas proprias eticas e condutas, com punicoes para aqueles que violarem as regras da prisao.
O relatorio comparou as condicoes dos presidiarios com as do trabalhadores escravos. Os presidiarios sao obrigados a trabalharem 7 dias na semana sem qualquer recompensa monetaria. "Capitaes da Cela" punem aqueles mais lentos, e a agua e banheiro estao sempre indisponiveis. Alem do mais, alguns presidiarios sao obrigados a trabalharem de graca nas terras dos oficiais.
A total falta de agua para os prisioneiros labutando sob o intenso calor o dia todo e uma preocupacao constante de saude, disse o relatorio.
"The Prisons Care" e o "Counseling Association" com sede em Zambia, e o "AIDS" e "Right Alliance" para a Africa do Sul com sede em Namibia, uniram-se com o grupo "Human Rights Watch" na publicacao deste horripilante relatorio.

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