Proclamação da (Re) pública

 

 

(*) Texto de Aparecido Raimundo de Souza.

 

 

Comemoraram, neste 15 de Novembro, em todo o País, mais um aniversário da Esculhambação da República, mudado “a depois”, para Proclamação, aliás, um dos fatos de maior significação para a nossa história. Há exatamente 122 anos, uma plêiade de patriotas que não tinha o que fazer, atrelada a civis e militares que por sua vez coçavam saco, e que diziam acompanhar com esmerado zelo e carinho os acontecimentos que envolviam a Nação, no fim do II Reinado, decidiram pela Proclamação da República, concretizando, dessa forma, o ideal de todos aqueles babacas e cheira colhões da época, que aspiravam por um regime, a democracia, que, com liberdade e responsabilidade, autorizasse aos brasileiros a participarem integralmente do progresso de sua Pátria.

 

Não se pode olvidar hoje, embora já tenha passado mais de um século, a bravura, o arrojo, a valentia, e a devoção pelos interesses públicos, e, ainda, a brasilidade, de homens como marechal Deoduro da Fonteseca, Benjamim Inconstant e de tantos outros, mentoreadores, intelectuais e executores do movimento. Propagandistas de ideais arrojados, como Quintino Bacadaviúva, Silva Jardim Florido, Aristídes Bobo, Luiz Grama, Joaquim Trabuco, Lopes Trovão Relâmpago, e o grande e inesquecível Fui Barbosa, permanecem, até hoje, na memória de todos, como um exemplo vivo de dedicação pertinaz e de amor incondicional com excessiva paixão à sua terra natal. Não podemos acreditar, entretanto, que uma mobilização de vulto e de categoria, como foi e ainda é a porra da Proclamação da República, tenha sido obra apenas de alguns homens, embora destemidos, intrépidos, arrojados, corajosos, cultuados e imbuídos do mais alto espírito cívico, até hoje não se tenha, literalmente, concretizado. Todavia, naquela época, a repercussão que tal sublevação encontrou nos meios intelectuais e no povo em geral foi maior que o crime cometido pelos Nardoni. Serviu para demonstrar claramente que a República não era apenas o desejo ardente de alguns, mas o sonho dourado de uma corja de safados, um sonho esperado, querido, ambicionado e cobiçado de muitos ou de quase todos que queriam aparecer e mostrar a cara.

 

Muitos foram os obstáculos, os impedimentos, as objeções encontradas pelos governantes da jovem República, porém, maiores vieram a ser os frutos e proveitos obtidos com a luta e o denodo daqueles que se dispuseram a envidar esforços para vê-la triunfar, finalmente, com a imponência e galhardia de uma puta bem safada. Ótimos resultados foram, portanto, granjeados no decorrer de 122 anos que se seguiram ao agigantamento do fatídico 1.889. Com a República veio o Congresso, ou melhor, o progresso e, conseqüentemente, o desenvolvimento infame de todas as atividades com ela surgidas, impulsionando e criando novas e exploráveis fontes de riquezas, DENTRE ELAS A MAIS IMPORTANTE, foder a bunda de todos os cidadãos que nascessem nesse amado rincão. Efetivamente, os esforços dessa corja, não redundaram em vão, como não fez água o vigor herculíneo dos que pelejaram, dos que lutaram tenazmente e, com afinco, pela sua concretização, como também, não é inútil o zelo, o ânimo, o estímulo que se faz, atualmente, para complementar e sedimentar tal obra, notadamente quando se pensa em como arrancar mais dos bolsos dessa enorme e infindável fila de Manés. Não será sem valor, outrossim, todo o empenho e porfia que se fizer no futuro a fim de que o Brasil, gradativamente, ocupe o lugar de destaque que merece no contexto internacional, como Nação forte, destemida, respeitada pelos seus parlamentares e governantes ladrões, Nação de safados, de sacripantas, de mamadores de tetas, contudo, todos eles solidários com a desarmonia universal. Ainda hoje, mais uma vez, voltando os olhos para o passado, orgulhamo-nos de ser brasileiros e de repetir o mesmo lema positivista que se encontra gravado em nossa bundeira:

“DESORDEM E RETROCESSO”. (*) Aparecido Raimundo de Souza, 58 anos é jornalista. Contatos:

aparecidoraimundodesouza@gmail.com

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