Os terreiros das religiões de origem negro-africana se apresentam, ainda nos dias de hoje, como um pólo de resistência cultural e simbólica que encontra na poética do transe, nas relações estéticas dos objetos, no estatuto arquetípico, na festa pública e nos espaços sagrados, sua representação.

No Brasil, as tensões seculares do sistema escravista poderiam ter levado a sua extinção. Entretanto sobreviveram, adotando características regionais. candomblé; umbanda; tambor de mina, no Maranhão; xangô no Recife, batuque do Rio Grande do Sul, são religiões nascidas na resistência negra de diferentes nações jeje, fon, mina, e que preservaram cultos e matrizes semelhantes. É ali que os ritos e mitos se expressam, pela crença de que entidades vêm à terra celebrar com seus descendentes míticos.

Os terreiros, tradicionalmente, demarcaram uma posição relevante para a diáspora negra e, consequentemente, para a concepção de imagens a seu respeito. Elas produzem conhecimentos capazes de revelar a materialidade da experiência religiosa. E podem se converter em ferramenta fundamental para
uma reflexão crítica sobre essa cultura.

A aposta é na desconstrução de visões errôneas e estereotipadas, tão recorrentes, sobre a realidade afro-brasileira para trazer à luz as comunidades, suas vivências, suas culturas ancestrais e cotidianas e suas atitudes históricas, políticas, culturais, religiosas e artísticas, por meio das imagens tomadas a seu respeito.

SOBRE O PROJETO
O debate Corpo-imagem dos terreiros apresenta a fotografia no contexto dos rituais religiosos de matriz africana. Discute um repertório crítico e visual para pensar a formação dos terreiros, a experiência ritual e a produção de imagens. Um diálogo entre pesquisadores de diversas áreas, representantes das
comunidades religiosas, curadores e fotógrafos.

Projeto contemplado pela seleção pública de debates presenciais do Programa Cultura e Pensamento 2009/2010. O objetivo é discutir a produção de imagens fotográficas, no contexto dos rituais religiosos de matriz africana e gerar um repertório capaz de pensar, criticamente, essa manifestação cultural brasileira.





Informações: Denise Camargo: deca@pbrasil.com.br / oju.cultural@gmail.com.br (61) 9133- 4711 / (61) 3536-7173

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