Racismo condena homem inocente a prisão perpétua

 

Pela primeira vez em quase 40 anos, Joseph Sledge, um homem negro, acordou atrás das grades vislumbrando a chance real de se tornar um homem livre. Naquele dia esse homem de 70 anos, precisava de mais uma vitória em uma audiência judicial para confirmar a sua inocência. Assim foi que na sexta-feira próxima passada, dia 23 de janeiro,confrontado por três juízes, ouviu as declarações que encerraram  o processo criminal contra ele no qual havia sido injustamente condenado pelas mortes por esfaqueamento de uma mãe e sua filha adulta em 1976. Sledge, escreveu algumas palavras em um pedaço de papel amarelo do tipo auto colante - "encerramento", '' por favor "e "liberado". Poucas horas depois, carregando seus pertences em sacos plásticos, Sledge saiu pela porta de uma prisão da Carolina do Norte, dizendo que “estava ansioso para fazer coisas que a maioria das pessoas consideram as mais mundanas das atividades:... "Ir para casa, relaxar,  dormir em uma cama de verdade, e provavelmente  nadar um pouco". Depois de servir 37 anos em consequencia de uma condenação a prisão perpétua, um painel especial formado por três juízes, votou unanimemente a favor do veredito de que Sledge “tinha provado que era inocente dos assassinatos a ele imputados” e ordenou o a sua libertação. Após a sua libertação, Sledge estava indo para Savannah, Georgia, para viver com a família. Ele disse aos repórteres que “nunca duvidou que ele seria libertado algum dia, apesar de gastar mais do que a metade de sua vida na prisão”.

A advogada dele, Christine Mumma, levou o caso em 2004 e sentiu como se tivesse sido ficando sem opções e considerou o caso encerrado em 2012. Em 2013, o caso foi encaminhado para o  Comissão de Inquérito sobre Inocências da Carolina do Norte, a única agência de investigação estatal de seu tipo. Até agora, Sledge é a oitava pessoa exonerada de suas penas depois de uma investigação pela comissão, que começou a operar em 2007. No final, análises de DNA do material recolhido das vítimas, demonstraam a inocencia do acusado, 37 anos depois. Resta agora uma questão: E a vida que passou?

 

Referencias:

 

  1. Yahoo News; After 37 years in prison, innocent North Carolina man freed; disponível em: http://news.yahoo.com/judges-70-old-nc-man-wrongly-convicted-4-184538165.html (acessado em: 25/01/15);

  2. Imagem: http://news.yahoo.com/judges-70-old-nc-man-wrongly-convicted-4-184538165.html (acessado em: 25/01/15);

 

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