REFLEXÕES SOBRE EDUCAÇÃO
As análises econômicas são sempre corretíssimas uma vez que são efetuadas com cálculos precisos da lógica matemática. Contudo entre a teoria e a prática as coisas nem sempre funcionam na mesma exatidão, infelizmente vários setores da sociedade e particularmente a educação, são sempre o alvo principal da manipulação política que impera nos governos de modo geral, as pessoas colocam suas vaidades, suas necessidades e suas ambições como prioridade, e a sociedade como um todo paga o preço do sacrifício.
Gostaria imensamente de ver a precisão dos cálculos de ilustre economista, (com todo respeito), refletirem nos resultados, onde alunos de escolas públicas realmente competissem em iguais condições com os alunos das escolas particulares, no conhecimento e na produção do mesmo. A burocracia, a politicagem, o corporativismo, a importação de modelos pedagógicos fora da realidade em que vivemos, reflete na escola pública sucateada que encontramos, formando analfabetos funcionais, por conta dos índices de aprovação refletirem nas verbas destinadas a educação entre outras coisas...
O presente relato é baseado na minha vivência em educação, os professores que tentam trabalhar no ensino público na contra mão de tantas arbitrariedades e descaso, tem um duplo sofrimento, a impotência diante da burocracia e a desvalorização profissional na medida em que, sendo agente do processo ensino aprendizagem, recebe pacotes prontos quem nem sempre são adequados a realidade na qual atua.
Certamente o governo de lula foi o que mais injetou verbas na área de educação, mais os vícios do sistema ainda são o maior entrave para que os reflexos positivos tenham uma maior visibilidade, as picuinhas políticas (fato gerador deste texto) e os bastidores do poder, ainda manipulam cargos, liberação de verbas, aquisição de material, etc. fatos estes que interferem diretamente nos resultados e os problemas se agravam, entre os quais: a quantidade de professores excedentes, grandes e tradicionais escolas fechando as portas, alunos que fazem duas séries condensadas em um único ano letivo, o que consequentemente dificulta a produção do conhecimento e inviabiliza a sua trajetória na vida acadêmica, porque com as mesmas precisões matemáticas os dados do IBGE e de outras instituições sérias destacam que a grande maioria das pessoas que ingressam nas escolas públicas não atingem as universidades , e raros são aqueles que chegam ao mestrado ou doutorado.
A esperança é o que conserva a minha fibra para continuar na área que escolhi como realização profissional e pessoal, mesmo tendo formação acadêmica em outras áreas. A responsabilidade profissional e cidadã me impulsionam fazer educação para os educandos, porque deposito neles a certeza de mudança nesta realidade, através da sua conscientização como ser político.

Cecília Peixoto – Educadora, Bacharel em Direito e Ciências Contábeis. ( Março/2010 Salvador- Bahia)

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Comentário de Josiane Climaco em 11 maio 2010 às 12:04
Olá queridos colegas

Acreditar em mudança se faz necessário , principalmente para nós educadores, caso não, como continuar presente neste processo ? Como buscar forças e mediar todos esses conflitos co-existentes profissionalmente, nas relações institucionais, pessoais e a relação aluno-professor?
Hoje o que vigora em nossas escolas é baixo indice do IDEB, "o terrorismo do professor da Educação Básica", por sinal fará parte do processo de certificação ( melhoria salarial) dos profissionais de educação do Estado da Baha, vejo como uma enorme covardia , atrelar este índice ao contexto , com tantos fatores prejudicando, travando, engessando o processo ensino aprendizagem. Culpar o educador pelo baixo índice dos alunos? 'REFLITO" .Todos os projetos do MEC vinculados ao índice, onde são inseridos na escola em turno oposto, alguns com propostas interessantes, o problema está em como são implantados. Sucateando o espaços de aprendizagem, impossibilitando os educandos de gozar de seus direitos e nós educadores de realizarmos nossas atividades pedagógicas, por causa do despreparo dos gestores.
Bem, como vocês continuo em busca de uma Educação de Qualidade...
Beijos e Abraços
Comentário de Anaíse Maria dos Santos Paim em 9 maio 2010 às 13:38
Compartilho com você essa mesma opinião, querida Cecília!
Costumo dizer que precisamos ter tato para falar com nossos alunos porque não sabemos qual será a sua reação face a algo que seja por eles considerado ruim...
Às vezes nem água temos, imagine o resto!
Xerox? Livros? Pilotos? ai ai... parece até sonho a existência disso e quando aparece é como ouro: todos querem e logo some e recomeça o processo de loooonga espera por uma nova remessa!
Parece piada...
Educassão...recebo tantos e-mails assim...falando sobre os erros cometidos por diversas pessoas e muitos ficam apenas sentados, assistindo inertes...
É preocupante sim!
Ainda continuo acreditando numa educação pública de qualidade e espero assim continuar!
Mil beijos!
Axé!
Comentário de TADEU BAHIA em 9 maio 2010 às 13:30
Querida Cecília,
Boa Tarde!
Infelizmente a Educação transformou-se em mercadoria de pouco valor, na visão míope e distorcida dos políticos de ocasião.
Outro problemas são as drogas, vendidas nas portas das escolas públicas e particulares, consumidas intra-muros por alunos da faixa etária a partir dos 11 e/ou 13 anos de idade, aliada a falta de seguraça - creio que agora perene - para coibir as ações cada vez mais ousadas nos traticantes que multiplicam-se no seio das nossas crianças, imputando-lhes o vícío das drogas desde a mais tenra idade, aniquilando, consequentemente com a Educação...
Atenciosamente,

TADEU BAHIA:.

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