COMPARTILHAMOS ESSA DENÚNCIA DO BLOG DO BLOG "ESCREVA, LOLA, ESCREVA!"

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Vevila vai casar agora no meio do ano. Parabéns, Vevila! Só tem um "probleminha": ela é negra e não alisa o cabelo. Pelo jeito, não há penteados possíveis para quem está fora do padrão de beleza. Ela me enviou este caso inacreditável sobre sua busca por um penteado pro dia de seu casamento. Sério mesmo, é ler para crer.

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Como já vi outras vezes no seu blog, hoje quero falar sobre racismo e trazer um fato que aconteceu comigo recentemente, mas que já nasceu com cheiro de velho.
Eu vou me casar no meio do ano e estou preocupada com minha produção de noiva no esperado dia. Em fevereiro, fui até a banca de jornais e comprei uma revista de "Penteados para Noivas", da Editora Alto Astral. Tudo certo até aí, exceto pelo fato de eu ter me esquecido, momentaneamente, de uma coisa fundamental: eu sou negra e tenho o cabelo crespo.

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Demorei muito tempo pra assumir meus cabelos, mas essa luta me rendeu frutos incríveis. Hoje eles são saudáveis, não estão mais sofrendo os efeitos das químicas super agressivas, e eu me sinto muito mais confiante, bonita, tranquila com a minha aparência. Em momento algum me considerei melhor ou mais esclarecida que outras mulheres que preferem os cabelos alisados ou relaxados; no entanto, entendo que cheguei ao esclarecimento de que isso precisa ser uma escolha consciente e não uma imposição. 

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Com este pensamento, achei um absurdo o posicionamento de alguns cabeleireiros que afirmaram ser necessário "fazer uma boa escova e depois aplicar produtos fixadores para só então fazer lindos cachos com babyliss" para que eu ficasse bonita no dia do meu casamento. Que afronta, meus cabelos já têm cachos! Qual o sentido disso? Eu amo meu cabelo como ele é! E então, fui atrás de alternativas e acabei comprando essa revista.
Só que eu não contava com uma coisa: eu havia esquecido, por um instante, que essas publicações não são pra mim. É muito raro ver negras nas revistas femininas, e raríssimo ver cabelos crespos em publicações e editoriais de moda. Eu não sou representada por eles.

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Abri a revista, e em 67 páginas eu não encontrei sequer um penteado feito em cabelos crespos. Ao longo dessas 67 páginas, encontrei quatro fotos de modelos negras, todas em tamanhos minúsculos (pouco maiores que uma foto 3 x 4), onde não havia nada de novo e, mesmo que houvesse, era impossível observar os detalhes. Fiquei pensando: será que eu sou a única mulher negra que vai se casar no Brasil esse ano? Poxa, então meu casamento deveria sair no jornal (e olha que eu nem estou considerando esdrúxulo o fato de estar casando com um homem branco -- talvez devesse)!

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E não parou por aí. Havia incontáveis modelos loiras e ruivas, em fotos imensas, detalhadas. Muitos cabelos esvoaçantes, lisos ou alisados. Nas páginas dedicadas às crianças, não havia sequer uma negra. Crianças brancas são mais bonitas, talvez? Não, não são. Mas era nisso que essa revista queria me fazer acreditar.

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Fiquei, por alguns instantes, pensando que estava neurótica. "Será que não estou exagerando?"; "Será que não é assim mesmo?"; "Será que eu preciso alisar meu cabelo?"
Não, eu não estou neurótica. Eu estou ofendida e, sinceramente, tenho razão.
Com este sentimento de revolta, raiva, tristeza, mandei uma reclamação (contando exatamente o que vi na revista e descrevi aqui) para o e-mail e o perfil da editora no Facebook. Uma semana depois, chegou na minha caixa esta resposta: 
 
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"Encaminhamos a sua reclamação para a equipe que produziu a revista, segue os esclarecimentos da sua reclamação.
'Como a leitora não especificou a edição da revista, presumimos que seja a 06, que lançou em janeiro.

Analisamos nosso conteúdo e não encontramos nada de errado. Pelo o que entendemos, o questionamento da leitora referiu-se à cor de pele das modelos e não aos penteados em si, que é o tema da revista. 

A nossa equipe, desde o momento de elaborar a revista até a escolha as fotos, certifica-se de que todos os tipos e estilos de cabelo estejam na edição, desde os lisos aos crespos, independente da cor da pele das modelos.

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Na revista, como você poderá ver, tem opções para fios lisos, ondulados, cacheados, crespos, curtos, médios e longos. Ou seja, nenhuma noiva corre o risco de ficar sem opção. 

Em relação às loiras e às ruivas, esses tons acabam aparecendo mais na revista para deixar o resultado final do penteado mais evidente para a leitora, uma vez que o cabelo escuro, depois que tira a foto, acaba perdendo um pouco os detalhes do penteado, ficando difícil a visualização. 

Além disso, os bancos de imagens que trabalhamos não oferecem muitas opções de modelos negras, principalmente com penteados de noivas. As que eles oferecem, não são bonitas.'
Atenciosamente, ..."

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Foi exatamente esta a resposta da empresa. Sem mais nem menos, do jeito que chegou à minha caixa. NÃO SÃO BONITAS. NÃO ENCONTRAMOS NADA DE ERRADO. Eu fiquei tão chocada e tão enojada que perdi a fome. Sinceramente, uma resposta padrão mentirosa, daquelas em que a empresa promete que levará a reclamação em consideração para as próximas edições, seria mais fácil de engolir. Mas esta não foi. Sabe por quê? 


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É que esta mensagem é uma das declarações mais evidentes do racismo no Brasil. Eu até consigo visualizar... ela foi escrita por uma pessoa que nem sequer entendeu minha reclamação, que deve ter até pensado que eu estava exagerando e não conseguiu ver a menor relação entre a cor da pele das modelos ("o que não é o foco da revista") e o problema da representação de uma parcela significativa da sociedade brasileira. Essa pessoa não vê nenhuma estranheza em colocar somente modelos loiras e ruivas numa revista sobre cabelos e, pra completar, não coloca negras e outras mulheres de cabelo crespo por achar que "não há mercado para elas" e que elas "não são bonitas" -- já que o negro corresponde ao pobre no nosso país. Como se pode esperar que eles vejam algo de errado numa publicação que foi criada e desenvolvida sobre esta crença tão arraigada? E o que mais dói e choca é a incapacidade de se perceber onde está o erro.


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É preciso ter clareza de que isso não é só burrice, não é só superficialidade, não é só preconceito bobo e nem é só um sinal de que a moda está ultrapassada. Antes de ser fútil ou superficial, a moda é um instrumento eficaz de produção e reprodução de relações sociais, porque ela lida com um elemento muito forte do pensamento e das relações humanas: a estética, o belo.

Quando um editorial de moda diz que a mulher negra não é bonita, que um cabelo crespo não é "fácil" ou esteticamente aceitável, este editorial está reproduzindo para o mundo um discurso que vai se fortalecendo e cimentando e se tornando combustível para que o racismo permaneça naturalizado na nossa sociedade.

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Não tive estômago para responder, e nem acho que ganharei alguma coisa me mantendo nessa discussão com a empresa. Espero qualquer coisa de uma empresa que teve coragem de me dar uma resposta tão truculenta. O que pretendo com esta denúncia é trazer à tona o tema e causar desconforto, para que a gente seja capaz de perceber, conscientemente, como estas ideias são cimentadas no nosso meio, dia após dia. E o quanto não falar sobre elas é capaz de tornar isso uma coisa natural, e este é um perigo imenso.

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Continuo procurando penteados para noivas negras, porque sou bonita e quero estar deslumbrante no dia do meu casamento. Não vejo nada de errado nisso. Sou uma noiva como as outras, e tenho os mesmos desejos que as outras -- negras, brancas, mestiças -- que estão neste caminho. Mas agora sei que não vai ser fácil entender e explicar aos outros os motivos pelos quais minha busca terá que acontecer em outros meios e em outros termos. Esse motivo é o grande tabu, aquele que não se pode nomear, aquilo cuja existência que negamos diariamente, o tema que mais nos causa desconforto: o RACISMO. E ter que me encontrar fora domainstream porque não sou aceita, sinceramente, é uma tristeza muito grande.

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Enquanto isso, a revista francesa Numéro decidiu fazer uma homenagem à África... e, para tanto, escureceu uma modelo branca e loira. Definitivamente, a mídia tem que parar de ser racista e abrir espaço para todos os tipos de beleza. Que são muitos.

Fonte: Escreva Lola Escreva

 

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Comentário de Gabriella Santoro em 15 março 2013 às 15:44

Érica, concordo em gênero, número e grau com o que tudo que vc escreveu....

De qualquer maneira, para te ajudar nesse momento impar da tua vida, o blog Trança Nagô tem muitas matérias/fotos de lindas noivas negras, dá uma olhada:

http://trancanago.blogspot.com.br/2011/05/casamento-parte-13.html

http://trancanago.blogspot.com.br/2011/05/casamento-parte-9.html

Comentário de Adelson Silva de Brito em 14 março 2013 às 9:26

Em tempo, uma menção a importante denúncia feita pela Rosivalda. Desde os tempos Bíblicos, que a cultura greco-romana-judaico-eropéia  vivem do roubo e da exploração da criatividade do povo africano. Daí, para misturarem o Jazz, com o Samba e explorarem de uma forma "hibridizada" e "higienizada" com o nome de Bossa Nova, nã há nada de novo, e, seguindo essa linha, essas senhoras de pele clara que pulam e rebolam em cópias e arremedos do que imaginam ser "manifestaçoes de origem afrobaiana", não há nada e novo. E se apropriar do arrastão, então, ninguém vai "bolir" com isso.

Comentário de Adelson Silva de Brito em 14 março 2013 às 9:20

Proponho uma adessão em massa as Sociedades e Irmandades Negras. Aliás, essa idéia foi proposta por uma irmão empresário, ainda no ano passado, mas ainda não saiu do papel, pelo menos aqui em Salvador.

Etarei dando esse passo por esses dias e trarei notícias.

Saudaçoões Afrodescendentes a Todos!

Comentário de antonio carlos santos da silva em 14 março 2013 às 8:49

Inicialmente, como educador, negro que assume seu papel social, acredito que a nossa sala de aula é por natureza o palco de todo processo de mudança, pois a partir do pressuposto "formador de opinião", procuro dar as minhas ideias em favor de uma mudança que deve começar a partir de sua realidade. E é exatamente nas salas de aulas nas quais sairão os futuros politicos, profissionais nas mais diversas áreas que deve ser o ponto de ebulição dessa  caminhada. Sabemos também que os avanços obtidos pelos afrodescendentes, repercutem, ainda que de maneira sombria e tímida  no meio social, ainda que significativas. Temos, na verdade a possibilidade de alicerçar este veio, realizando encontros, levando às comunidades, escolas, os "guetos" palavras de ajuda e estímulo, sem vaidades, sabendo onde estamos pisando, fortalecendo a cidadania principalmente de nossas crianças.Façamos de cada sala de aula, um quilombo( de resistência ), e ainda, não  deixar passar "em branco" datas significativas como 13 de maio, 20 de novembro entre outras menos lembradas, que trazem marcas importantes para reflexão da nossa existência. A implementação da Lei 10.639/03 - 11.645/08 está aí, latente, obrigatória em todos os âmbitos educacionais, no entanto carece de uma maior atenção, principalmente de quem dele deveria ser instrumento de luta: o professor, mas também dos gestores, Portanto, não devemos, exarcerbar,em queixas, achar que é o fim de mundo, infelizmente é o natural, a revista Pais & Filhos sempre fez isso: nas bancas de revistas, com exceção da Raça Brasil, nenhuma outra "ostenta" um (a)negro(a) em sua capa...Façamos e façamos bem a nossa parte..."é o que nos temos"    

Comentário de Rosivalda Barreto em 14 março 2013 às 6:22

Prezados bom dia! Não estou vendo nenhuma novidade em uma revista não querer publicar fotografias de modelos negras no Brasil e no mundo, as sociedades são racistas e não vão deixar de ser. Desde o dia 14 de maio de 1888 esse sistema tenta acabar conosco. Pior do que não aparecer na revista de noivas é o constante extermínio dos jovens negros, o que é feito com a educação, saúde e habitação no Brasil para a população negra. Não nos aceitam em lugar nenhum. Eu não sei por que essa necessidade de mendigar um espaço e obrigar pessoas que não nos aceita a nos aceitar. Temos que ignora-los e aos seus espaços e criarmos os nossos, no dia que nos aceitarem os aceitamos também. Deveríamos em vez disso unirmos cada vez mais nossas forças, como as irmandades antigas, agregar forças e criar os nossos espaços sem dar ouvidos aos comentários. Nós já vivemos um apartheid disfarçado. Se criamos os nossos espaços é porque nos expulsam de outros ou não nos aceitam isso é fato. Os racistas roubam tudo que nós criamos, se apossam e nos expulsam por que damos lugar para eles, Daniela Mercury fez muito sucesso com as músicas do Ilê Aiyê sem citar outros e outras cantores(as). Exemplo: se temos belos compositores negros por que dar nossas músicas para os brancos cantarem enriquecerem e nos por à margem? Carlinhos Brown criou o arrastão e Ivete que leva a fama. Capacidade criativa e intelectual temos muita. O samba é nosso, o reggae é nosso, a capacidade de viver na diversidade é nossa um exemplo bem evidente é a religião de matriz africana quando os orixás se uniram num só terreiro, diferente da África que cada um tinha o seu pedaço. Juliano Moreira foi um médico excelente, Milton Santos um Geógrafo, Abdias do Nascimento político e tanto outros que conhecemos. E isso não é guetificação por que quem inventou o gueto e a favela não fomos nós. Quando sacam dessa  palavra "guetificar" para dizer que queremos nos dividir é por que se formos capazes de nos "guetificar radicalmente", significa capacidade de nos unir e é última coisa que o racista deseja a nossa união. E infelizmente uma das vitórias da colonização é algumas vezes a nossa desunião. Fazemos coisas interessante e pontuais, mas não chegamos a um denominador comum na hora da decisão, outro exemplo: Estatuto da Igualdade Racial. Penso que no momento que consigamos seguir nossos artistas no twiter, estruturarmos os nossos espaços sem nos preocupar com a aceitação do colonizador, estaremos garantindo o nosso espaço e mostrando a nossa força. Infelizmente não estamos nos lugares de poder, temos sim um representante em cada espaço o que não quer dizer que estamos no poder, 1 juiz negro, 1 juíza negra, 1 secretário da reparação, 1 presidente da Palmares, é importante, Mas não muda a situação da população negra significativamente somos a maioria excluída. Devemos fazer tudo denunciar a postura racista de revista e ao mesmo tempo criar a nossa revista de modelos negras. Mas antes de tudo precisamos garantir que a população negra goste de ver-se nas revistas com mulheres negras e com nossas variados tipos de cabelo e nossas variadas tonalidade de pele, nariz, lábios. Até por que quando vemos fotografias de mulheres e homens negros é aquele tipo que se aproxima do fenótipo cáucaso. Precisávamos fazer uma revolução, boicotar todas as empresas que não nos contemplam, deixar de comprar LUX, Rexona, Cervejas, desligar a rede globo, pelo menos na hora do Zorra Total, entre outras coisas por um tempo. Mas virá o questionamento e como vamos tomar banho, não vamos tomar uma gelada, a TV é distração!?! Buscar outras alternativas. Precisávamos sim mexer nos bolsos dos empresários racistas. Isso é uma guerra ideológica (o racismo continua crescendo cada vez mais e acabando com a autoestima de nossa população) e armada por que estão matando os jovens negros. O racista não descansa e cria estratégias precisamos criar as nossas. Precisamos contar as nossas histórias nos bancos escolares, mostrar que os blocos afro são interessantes, que muitas músicas que fazem sucesso na boca dos brancos são composições dos negros, que temos beleza, que nossos cabelos são bonito e assim construir a identidade  positiva da população negra (Fanoa critica, mas precisamos disso), só vamos conquistar alguma coisa quando de verdade a população negra gostar dela mesma e entender que o racismo acirra cada vez mais e o racista não descansa. Outro exemplo o Afrodromo, se der certo acaba o carnaval dos brancos. Comércio um ponto estratégico para a população negra estar, próximo das periferias todas e do cais do porto, onde os navios aportam. Nossos blocos são diversificados em tudo e tem beleza para mostrar. Os comerciais com as celebridades negras só acirram o consumo, nunca vi uma comercial dos Ronaldinhos e Agora Neymar incentivando a leitura. São pontos que aponto para a nossa reflexão como negros e negras que somos. Um abraço!!

Comentário de Rafaela Vipper em 14 março 2013 às 0:08

Acho desnecessário reivindicar espaço neste tipo de trabalho! Está mais que óbvio que para as agências de publicidade só há um padrão de beleza e insistir que se abra um espaço para negras só veremos estampadas uma beleza artificial. Seria muito mais interessante questionarmos o espaço do negro no mercado de trabalho, nos setores de ensino, como nas universidades, por exemplo! Chega de exibicionismo corporal! Vamos exibir a nossa capacidade para questões que realmente contribuam para um crescimento intelectual da nossa sociedade!

Comentário de NAPOLEAO em 13 março 2013 às 18:25

não importa o que faremos, espero que seja feito alguma coisa, assim como Vevila, expos sua indignação precisamos fazer o mesmo, seja por meio digital, fisico ou qualquer que seja, não adianta é ficar reclamando sem fazer nada.

Comentário de Maria Isabel (Isa) Soares em 13 março 2013 às 15:56

Gente! Penteia o cabelo em casa, com uma estilista com amplitude e critério. INVENTA! Basta de perder tempo com essas babaquices.

Comentário de Adelson Silva de Brito em 13 março 2013 às 7:58

Essa sugestão colocada pelo Jorge Eumawilyê Santos é válida. Foi com um pensamento semlhante que os nossos irmãos afronoreteamericanos conseguiram avançar uma agenda hoje pontuada pela eleição de Barack Obama.

Tod apoio a uma mpvimentação nessa direção.

Comentário de JORGE EUMAWILYÊ SANTOS em 12 março 2013 às 12:57

Olá, Gente Tudo em paz? Serei sintético. Penso que ambas as posições estão corretas. Primeiro: se pagamos impostos temos de fazê-los valer... Agora, segundo: ESSA NOSSA MANIA DE ESPERAR QUE OS NOSSOS 'ALGOZES' DE ONTEM, DE HOJE E DE SEMPRE tenha de se preocupar com a nossa condição de, aproximadamente, 513 anos, é querer demais de uma classe que tem uns projetos que não nos inclui. A tarefa de mudar, drasticamente, esta situação É TODA E SOMENTE NOSSA, GENTE!!! Racista é Racista. Combatente é Combatente. Cada um no seu quadrado, elaborando transformações. Isto é o que interessa... Penso que precisamos impingir uma grande derrota ao Estado brasileiro. Que tal começarmos por 'UM DIA NACIONAL DE AUSÊNCIA NEGRA' e depois 'UM SEMANA NACIONAL DE AUSÊNCIA NEGRA' e, assim, sucessivamente. Ausência no trabalho, nas compras, nas igrejas, nos bancos, nos destinos da nação... Vamos pensar nisto? A gente denuncia demais... e nada acontece de concreto!!! Precisamos ousar... Os norte americanos fizeram isto... Outras etinias em suas naçoes fizeram isto... E nós, só denunciamos... e quando denunciamos!!! Boa tarde!

   

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