Com a Rio+20, a cidade do Rio de Janeiro recebe pessoas de diversas partes do mundo, e o foco maior são as atividades que acontecem no espaço Rio Centro. Entretanto, moradores de comunidades pacificadas resolveram se reunir e buscar junto a órgãos governamentais a realização de atividades paralelas a Rio+20, com o mesmo tema da conferencia: sustentabilidade. Haverá atividades em diversas comunidades pacificadas, entre elas as favelas Chapéu Mangueira e Babilônia, onde as atividades ja começaram hoje. O Correio Nagô foi conferir as atividades, e saber mais de perto como é a vivencia dentro da comunidade.

Durante a manhã desta quinta-feira, 14/06, aconteceu uma roda de capoeira sustentável, com crianças de escolas da comunidade, no espaço recreativo CETEP Chapéu Mangueira, espaço construído pelo Governo Estadual para realização de atividades esportivas e cursos rápidos dentro da comunidade. Próximo do local, moradoras da comunidade colocavam em exposição produtos artesanais sustentáveis, produzidos por elas, como flores, sabonetes, comidas e etc, expostos nas ruas da comunidade.
Entre as participantes, estava Mara Ludovice, moradora da comunidade e responsável pela confecção de sabonetes produzidos com glicerina hipoalérgicas e extrato de manteiga, vendidos a preços que podem variar de R$4 a R$50.

Logo mais a frente, encontramos Dona Augustinha, uma das moradoras mais antigas e irreverentes da comunidade do Chapéu Mangueira. Dona Augustinha vinda da Paraíba, por volta de 1955, conta que ajudou a fundar a favela, junto com outros moradores. Ela nos convidou para ir até o espaço na comunidade onde realiza atividades, e durante a caminhada, foram apresentados vários lugares e pessoas. Diferentes assuntos foram tratados, desde sustentabilidade à pacificação da comunidade. Chegando ao espaço onde Dona Augustinha faz ações na comunidade, ela mostrou os artefatos produzidos com barro, e apresentou, toda orgulhosa, o primeiro Jornal Comunitário da Favela Morro do Chapéu / Babilônia.

Uma experiência bem legal é a Lixeira Orgânica, onde os moradores jogam restos de Lixo Orgânico (verduras, legumes, frutas), e estes são reaproveitados como adubos nas hortas da comunidade. O projeto da lixeira foi produzido e realizado pela instituição Souza Cruz. Vejam Abaixo no Infográfico:

UPPS - “A Pacificação tem dois lados: o bom e o ruim. O estado se mantem presente nas comunidades com a Policia, mas não trazem nenhum outro beneficio como cursos, mais escolas, mais acessibilidade em linhas gerais”, reclama o morador José Roberto. De acordo com os relatos que ouvimos, a pacificação nas comunidades pode facilitar o acesso de outras pessoas a circularem dentro das comunidades. Atualmente os turistas podem visitar as favelas, as drogas não têm tanta presença quanto antes, onde quem predominava eram traficantes, que mantinham em suas mãos o controle da comunidade, e agora o domínio torna-se dos moradores. Como nos conta José Roberto, na chegada da Polícia Pacificadora houve abuso de autoridade por parte dos policiais, mais a integração da comunidade e os diálogos com representantes governamentais foram essenciais para a comunidade alcançar uma relação com os comandantes presentes, para que houvesse um consenso entre moradores e militares.

Na Favela Pela Primeira Vez - O argentino Franco Segesso, estava na comunidade do Chapéu Mangueira, e contou que tinha medo de pensar na ideia de entrar em uma favela, quando programava a viagem para o Rio de Janeiro. Ele disse que imaginava que as favelas eram perigosas, pois eram estas imagens que os filmes e a mídia vendem fora, e que ele estava surpreso. “Aqui você vê pessoas que trabalham e lutam pela melhoria do local onde moram, sem contar na vista maravilhosa que podemos ter daqui de cima”, anima-se o visitante.

 

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