RJ: mulher baleada durante operação foi arrastada por viatura policial

Prezados(as), boa tarde!

Até quando a população negra brasileira aturará essa violência? Onde estão os direitos humanos no Brasil??

Edição do dia 17/03/2014

17/03/2014 08h19 - Atualizado em 17/03/2014 08h19

RJ: mulher baleada durante operação foi arrastada por viatura policial

Segundo a PM, a mulher foi encontrada baleada e socorrida por policiais.
Ela foi levada no porta-malas, mas ele abriu e parte do corpo foi arrastada.

Três policiais militares do Rio de Janeiroforam presos depois de uma operação que terminou com a morte de uma moradora em Madureira, no subúrbio. Segundo a própria PM, a mulher foi colocada do porta-malas da viatura e depois foi arrastada pela rua.

No domingo (16) à noite teve protesto na comunidade Congonha. Dois ônibus foram incendiados.

A PM determinou a prisão imediata e a abertura de um inquérito policial militar contra os três policiais que participaram do socorro a Claudia da Silva Ferreira, atingida por dois tiros na operação deste domingo.

De acordo com a PM, os dois subtenentes e um soldado resgataram a vítima e a colocaram dentro do porta-malas da viatura. No caminho para o hospital, o porta-malas se abriu e parte do corpo da moradora foi arrastada, causando mais ferimentos. Uma perícia será feita na viatura.

O comando da Polícia Militar disse que esse tipo de conduta não condiz com um dos principais valores da corporação, que é a preservação da vida e dignidade humana.

Os protestos contra a morte da moradora começaram cedo. Moradores do morro queimaram móveis e lixeiras em protesto. A mulher, que tinha quatro filhos e criava quatro sobrinhos, foi baleada a caminho da padaria.

“Minha filha falou que ela ia comprar R$ 3 de pão e R$ de mortadela”, conta uma testemunha.

Parentes dizem que os tiros partiram dos PMs. “Os policiais chegaram de manhã atirando, e as pessoas gritando: ‘É mulher, trabalhadora, moradora’. E eles continuaram atirando”, conta uma mulher.

Em nota, a Polícia Militar informou que os policiais encontraram Cláudia já baleada no alto do morro e a levaram para o hospital. A nota diz ainda que durante a operação um suspeito morreu e que as armas dos PMs estão à disposição dos investigadores.

“Ela tinha muito medo desse negócio de bala perdida. Ela não gostava nem que os meus filhos ficassem muito na rua por causa disso. Infelizmente aconteceu o que aconteceu. Éramos 10, agora somos 9”, lamenta uma testemunha.

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