Por meses a FIFA tentou barrar a presença de baianas de Acarajé na Arena Fonte Nova durante a Copa do Mundo 2014, em Salvador. Entenda o caso e como a FIFA teve de ceder à pressão popular. Entrevista exclusiva do Portal Correio Nagô

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Comentário de JAMAHIRIYA.LIBYA@BOL.COM.BR em 13 julho 2014 às 12:14

Segundo mídia e redes sócias o líder David Luiz e capitão da seleção brasileira Thiago Silva e outros jogadores evangélicos lideram um movimento contrario a devoção a Nossa Senhora da Aparecida Padroeira do Brasil, dentro desta seleção brasileira dizendo que eram contra idolatria. Cristões evangélicos discriminando cristões católicos O futebol brasileiro da alegria. Arte, magia do carnaval da catimba. capoeira, gana, saravá, pagode, mandiga da ginga brasileira do batuque do candombe sofre uma inquisição religiosa. poltica.cultural.midiatica e econômica. O samba foi marginalizado desta Copa 2014 do Racismo Mundial no Brasil a terra do futebol e samba como é conhecido no mundo inteiro O Brasil além do ridículo da vergonha e das palhaçadas (Ney mar o craque da seleção alisou e tingiu o cabelo de loiro e nega sua origem negra) e (O casal de loiros escolhidos pela FIFA e a Rede Globo para representar o povo brasileiro para inglês e o mundo ver (segundo IBGE dos mais 200 milhões de brasileiros os loiros não chegam a 3% da população dos pais) virou uma piada mundial e tem uns pastores afirmando e culpando a macumba os macumbeiros pela derrota do Brasil assim todos os males do povo brasileiro. Este é o Brasil que não toma jeito a não ser o jeito dos facínoras que dominam o Brasil? ONNQ. 20/11/1970.

Comentário de JAMAHIRIYA.LIBYA@BOL.COM.BR em 6 julho 2014 às 7:20

 2/ Parte.

Quem é

 

E eu responderei

Sou eu irmão

Irmão tu me desconheces

Sou eu aquele que se tornara

Vitima dos homens

Sou eu aquele que sendo homem

Foi vendido pelos homens

Em leilões em praça pública

Que foi vendido ou trocado

Como instrumento qualquer

Sou eu aquele que plantara

Os canaviais e cafezais

E os regou com suor e sangue

Aquele que sustentou

Sobre os ombros negros e fortes

O progresso do País

O que sofrera mil torturas

O que chorara inutilmente

O que dera tudo o que tinha

E hoje em dia não tem nada

Mas hoje grito não é

Pelo que já se passou

Que se passou é passado

Meu coração já perdoou

Hoje grito meu irmão

É porque depois de tudo

A justiça não chegou

 

Sou eu quem grita sou eu

O enganado no passado

Preterido no presente

Sou eu quem grita sou eu

Sou eu meu irmão aquele

Que viveu na prisão

Que trabalhou na prisão

Que sofreu na prisão

Para que fosse construído

O alicerce da nação

O alicerce da nação

Tem as pedras dos meus braços

Tem a cal das minhas lágrima

Por isso a nação é triste

É muito grande mas triste

É entre tanta gente triste

Irmão sou eu o mais triste

 

A minha história é contada

Com tintas de amargura

Um dia sob ovações e rosas de alegria

Jogaram-me de repente

Da prisão em que me achava

Para uma prisão mais ampla

Foi um cavalo de Tróia

A liberdade que me deram

Havia serpentes futuras

Sob o manto do entusiasmo

Um dia jogaram-me de repente

Como bagaços de cana

Como palhas de café

Como coisa imprestável

Que não servia mais pra nada

Um dia jogaram-me de repente

Nas sarjetas da rua do desamparo

Sob  ovações e rosas de alegria

 

Sempre sonhara com a liberdade

Mas a liberdade que me deram

Foi mais ilusão que liberdade

 

Irmão sou eu quem grita

Eu tenho fortes razões

Irmão sou eu quem grita

Tenho mais necessidade

De gritar que de respirar

Mas irmão fica sabendo

Piedade não é o que eu quero

Piedade não me interessa

Os fracos pedem piedade

Eu quero coisa melhor

Eu não quero mais viver

No porão da sociedade

Não quero ser marginal

Quero entrar em toda parte

Quero ser bem recebido

Basta de humilhações

Minh'alma já está cansada

Eu quero o sol que é de todos

Ou alcanço tudo o que eu quero

Ou gritarei a noite inteira

Como gritam os vulcões

Como gritam os vendavais

Como grita o mar

E nem a morte terá força

Para me fazer calar.

Organização Negra Nacional Quilombo ONNQ 20/11/1970 –

 quilombonnq@bol.com.br

Comentário de JAMAHIRIYA.LIBYA@BOL.COM.BR em 6 julho 2014 às 7:18

Poema. Protesto de Carlos de Assunpção  

 

Mesmo que voltem as costas

Às minhas palavras de fogo

Não pararei de gritar

Não pararei

Não pararei de gritar

 

Senhores

Eu fui enviado ao mundo

Para protestar

Mentiras ouropéis nada

Nada me fará calar

 

Senhores

Atrás do muro da noite

Sem que ninguém o perceba

Muitos dos meus ancestrais

Já mortos há muito tempo

Reúnem-se em minha casa

E nos pomos a conversar

Sobre coisas amargas

Sobre grilhões e correntes

Que no passado eram visíveis

Sobre grilhões e correntes

Que no presente são invisíveis

Invisíveis mas existentes

Nos braços no pensamento

Nos passos nos sonhos na vida

De cada um dos que vivem

Juntos comigo enjeitados da Pátria

 

Senhores

O sangue dos meus avós

Que corre nas minhas veias

São gritos de rebeldia

 

Um dia talvez alguém perguntará

Comovido ante meu sofrimento

Quem é que esta gritando

Quem é que lamenta assim

 

Comentário de JAMAHIRIYA.LIBYA@BOL.COM.BR em 6 julho 2014 às 7:14

CARLOS DE ASSUMPÇÃO – O maior poeta negro da historia do Brasil  autor do poema o PROTESTO Hino Nacional da luta da Consciência Negra Afro-brasileira, em celebração completou 87 anos de vida. CARLOS DE ASSUMPÇÃO nasceu 23 de maio de 1927 em Tiete-SP completando 87 anos de vida com sua família, amigos e nós da ORGANIZAÇÃO NEGRA NACIONAL QUILOMBO O. N. N. Q. FUNDADO 20/11/1970 (E diversas entidades e admiradores parabenizam o aniversario de 87 anos do mestre poeta negro Carlos Assumpção) tivemos a honra orgulho e satisfação de ligar para a histórica pessoa desejando felicidades, saúde e agradecer a Carlos de Assunpção pela sua obra gigante, em especial o poema o Protesto que para muitos é o maior e o mais significante poema dos afros brasileiros o Hino Nacional dos negros.  “O Protesto” é o poema mais emblemático dos Afros Brasileiros e uns das América Negra, a escravidão em sua dor e as cicatrizes contemporâneas da inconsciência pragmática da alta sociedade permanente perversa no Poema “O Protesto” foi lançado 1958, na alegria do Brasil campeão de futebol, mas havia impropriedades e povo brasileiro era mal condicionado e hoje na Copa Mundial de Futebol no Brasil 2014 o poema “O Protesto” de Carlos de Assunpção está mais vivo com o povo na revolução para (Queda da Bas. Brasil.tilha) as manifestações reivindicatórias por justiça social econômica do povo brasileiro que desperta na reflexão do vivo protesto.

O mestre Milton Santos dizia os versos do Protesto e o discurso de Martin Luther King, Jr. em Washington, D.C., a capital dos Estados Unidos da América, em 28 de Agosto de 1963, após a Marcha para Washington. «I have a Dream» (Eu tenho um sonho) foram os dois maiores clamores pela liberdade, direitos, paz e justiça dos afros americanos. São centenas de jornalistas, críticos e intelectuais do Brasil e de todo mundo que elogia a (O Protesto) (Manifestação que é negra essência poderosa na transformação dos ideais do povo) obra enaltece com eloquência o divisor de águas inquestionável do racismo e cordialidade vigente do Brasil Mas a ditadura e o monopólio da mídia e manipulação das elites que dominam o Brasil censuram o poema Protesto de Carlos de Assunpção que é nosso protesto histórico e renasce e manifesta e congregam os negros e todos os oprimidos, injustiçados desta nação que faz a Copa do Mundo gastando bilhões para uma ilusão de um mês que poderá ser triste ou alegre para o povo brasileiro este mesmo que às vezes não tem ou economiza centavos para as necessidades básicas e até para sua sobrevivência e dos seus. No Brasil

Organização Negra Nacional Quilombo ONNQ 20/11/1970 –

 quilombonnq@bol.com.br

Comentário de Jonas Evaristo Ferreira em 30 junho 2014 às 17:11

Que venha a próxima copa, pois, aqueles que torceram contra a mesma e que não fazem uma leitura histórica sobre o nascimento e continuidade de corrupção nesse país, e diga-se corretamente, não é uma exclusividade do Brasil, é porque gostariam de ser um dos mesmos que olham apenas para si mesmo, nunca para as regiões do Brasil e muito menos para os irmãos da América Latina. O que me traz felicidade é ouvir a destreza com que essa baiana se posiciona quanto aos seus interesses e de seu país. Parabéns aos comentários da Rita e do economista (Torcida Brasil).

Comentário de Rosivalda Barreto em 28 junho 2014 às 13:33

Que bom ela lutar pelos seus direitos. Acho que não teria problema se ela e demais baianas não vendessem. Estão todos felizes por que teve copa. Essa é a expressão de muitos no facebook contrários os protestos contra a copa, que não é contra a copa, mas contra os desmandos desse governo federal para que a copa acontecesse. A exemplo da FIFA sair daqui com os bolsos cheios sem pagar nenhum imposto

Comentário de Maria Isabel (Isa) Soares em 28 junho 2014 às 0:14

Bravo!!!!! Bravíssimo.

Comentário de Instituto Mídia Étnica em 27 junho 2014 às 18:29

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