Correio Nagô - entrevista exclusiva com o estudante Helder Santos, vítima de racismo no RS

O jovem estudante negro da UNIPAMPA Helder Santos Souza que chegou à Salvador na noite da última quinta-feira (31) fala exclusivamente ao Correio Nagô sobre as agressões que sofreu por parte dos membros da Corporação Brigada Militar de Jaguarão - Rio Grande do Sul; sobre o indiciamento dos policiais e os próximos passos do caso.

Amanhã (02), às 14h, no Forte de Santo Antônio (Salvador), o estudante Helder participará de uma reunião com lideranças do movimento negro da Bahia.

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Comentário de José Cezário Miguel Aschar em 20 janeiro 2012 às 6:20

Falou bem o Helder! Minha solidariedade a ele!

Comentário de francinete santos braga em 10 abril 2011 às 12:51

Eu também fico indignada ,é necessário que haja um constante processo de formação e capacitação estes policiais que são pagos com nosso dinheiro para cuidar de nossa integridade e no entanto são os primeiros a nos agredir e humilhar portanto como falei curso de formação para que os mesmos comecem a descolonizar suas mentes .

 

Francinete Braga

Comentário de anita de jesus costa em 6 abril 2011 às 13:24
quando é q vai acabar o racismo...
Comentário de paulo alves em 4 abril 2011 às 15:18

Grande Paulo a sua revolta é também a minha, parece que o histórico de formaçao da PM nunca muda é hora da cúpula mair da corporação rever  o curriculo de formação destes profissionais, pois não compete mais estarem o tempo todo a procura de negros/a fugidos como na época da escravidão, eles precisam saber que para seve o aparato de segurança, (mesmo como força represora de estado) este mesmo estado deve nos dias de hoje procurar protejer sua população e não matar de forma banal ou mesmo humilhar quando estão nas ruas. quem sabe se este modelo comunitário não seja a solução visto que não pode acabar de vez com as corporações.

saudação!

AXÉ! a todos voces.

Comentário de Roberta Lopes em 2 abril 2011 às 15:02
Caríssimo Anderson Luis, embora saibamos que o histórico de colonização influencia a cultura de cada região de nosso país, não devemos cair no discurso fácil de julgar o estado do RS mais preconceituoso que os demais. A polícia tem histórico de truculência em todo o território nacional e mesmo fora dele. Nós também sabemos que a questão étnica é fator que motiva toda sorte de agressão, a priori, mas não devemos distinguirmo-nos num apartheid regional, pois que isso favorece o discurso das pessoas que pensam como aqueles policiais, e infelizmente não são poucas. Não existe progresso ou evolução, e sim conquistas civilizatórias. A lei impõe e com o tempo (puxa, e como precisa de tempo!) a pessoa percebe que tal imposição é ética, a noção fica amplamente aceita. Nos interiores do Brasil, até algumas décadas, matar o filho numa surra para 'correção'; a mulher, porque ela olhou para outro; ou um subordinado em fazenda; não motivava nem visita de delegado. A saída é que cobremos o fortalecimento do que está disposto em lei: Art. 5º - inc. XLII, que passou a considerar a prática do racismo crime inafiançável e imprescritível.
Comentário de anderson luis em 1 abril 2011 às 21:16
tem que se tomar medida duras como, punição ou ate mesmo exclusão da brigada pra servir de exemplo para os demais rassistas.
Comentário de anderson luis em 1 abril 2011 às 21:13
o rio grande do sul é o estado mais precoceituoso da nação, precisamos cobra das nossas autoridades que cobre dos direitos humanos dessa cidade providêcias quanto a esse caso para que isso ñ torne a se repetir de novo., já que o historico deles não lhe é muito favorável.
Comentário de Juliana Dias em 1 abril 2011 às 17:11
Amanhã (02), às 14h, no Forte de Santo Antônio (Salvador), o estudante Helder participará de uma reunião com lideranças do movimento negro da Bahia.
Comentário de João de Oliveira em 1 abril 2011 às 12:58

Em plen o ano Internacional dos (@s) afro desecendentes, vemos fatos que são verdadeiros tapas em nossa face, o caso do Jovem  Helder, o tratamento racista e homofóbico do deputado Bolsonaro, a criminalização dos movimentos sociáis ( caso GEGÊ ), e o extermínio da juventiude negra, tão bem retratado no mapa da violência.

Coloquemos nossa gente em movimento, reação permanente, não nos deixemos calar jamais.

Comentário de Paulo Vendaval em 1 abril 2011 às 12:40

Pois é Guerreiros e Guerreiras,

Isso é em todo Território Nacional, Falo Sempre nos Espaços de Discussão que tenho Acesso: "Chega de Dialogo com o Estado", Ja Passou da Hora De Nós nos Rebelarmos de Verdade, de Reagir!

 

Meus Caros Passei por algo pareceido.

 

Certo dia em 2009 Indo pro trampo, Fui Enquadrado por uma viatura da RONDESP e uma outra da Ronda do Bairro (da policia Militar). Eu estava distraido, Ao Ouvir a Voz de Abrodagem: " Pare ai Vá "DESGRAÇA", Pra Parede, Vum Bora "DESGRAÇA"! No susto Falei: Calma Irmão! Pode vir, Vou deixar você Trabalhar! e Me surpreendi com a Resposta do Tenente da Ronda do Bairro: Você falou o Que? Eu: Falei Calma que nao vou Atrapalhar seu trabalho irmão! O mesmo disse: Sou seu IRMÃO Por Acaso? Foi Quando um Soldado da RONDESP pediu para que ele fizesse a abordagem e foi Logo me revistando e logo em seguida pediu meu RG, ao pegar minha carteira, pediu para eu abri-la, nesse momento o mesmo disse: Tire esse Cheque Dai!! Eu surpreso e confuso, pois não Havia cheque algum na minha carteira, perguntei: Que Cheque? E Recebi o primeiro TAPA no peito esquerdo, perguntei porque Ele me bateu e recebi outro no mesmo Lugar...Indignado perguntei quem era o Tenente Responsavel e o mesmo se identificou como Tenente da Rondesp me dando um Soco no mesmo lugar que o soldado, e perguntou: Porque? quer mais? Eu Indignado: Se você que é o Tenente ta Batendo porisso que o Soldado e abordou assim! Não quero mais nada não!! E recebi outro Soco no mesmo Lugar!

 

Meus Caros Fiquei quase 2 meses sentido dor meu Peito esquerdo!Nada Pude Fazer! A Ronda do Bairro me conhecia e me via direto Ouvindo RAP na Porta de Minha Casa! E dai vocês tiram uma Idéia!

 

Ir Aonde? O Ministerio Público? Nem todos tem acesso aos meios de comunicação e instrumentos que nos proporcione tal reação e resultados positivos como esse que ocorrem com o Mano Helder.

 

Lembremos que a BAHIA, Assim como Todo o Brasil, esta pondo em Execução e não é de agora, seu Projeto de Segurança Publica: GENOCÍDIO da POPULAÇÃO NEGRA! E Não vai parar se ficarmos calados e agindo individualmente, Precisamos de uma REDE Nacional de Medidas e Ações efetivas para esses Assuntos.

 

Paulo Vendaval - Filho da Guerrilha

Translation:

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