Baiana, de apenas 8 anos, Yasmin é destaque no Karatê Adaptado

A constatação de que, ao nascer, a pequena Yasmim não mexia um dos braços, ocorreu na primeira noite de vida extrauterina, ainda no hospital. Era o segundo parto de Renaide e, mais do que nunca, a professora estava atenta a todos os detalhes que aquele momento envolvia.

“Eu me recordo que a médica falou ‘tem que ser agora senão vão as duas’. Nesse tempo que eu apaguei tiraram ela a força, não foi à fórceps, foi puxando mesmo. Eu fazia força, mas ela não saía. Quando puxou, torceu o nervo clavicular”, lembra a mãe de Yasmim, Renaide Santos.

“Quem vê Yasmim não percebe o que ela tem. Antes dava para notar o bracinho que não mexia direito. Eram várias situações de preconceito nos ônibus, afinal a gente andava muito de transporte coletivo para poder fazer a fisioterapia. Eu me lembro muito pouco da infância dela porque foi bem corrida”, recorda, com a voz embargada, a pedagoga, que se desdobrava entre o ofício de educadora e as demandas para acompanhar o desenvolvimento da filha, além de cuidar de Maurício, o primogênito.

Renaide percorreu diversos lugares para garantir, pelo SUS, a fisioterapia intensiva. Durante um longo período foi necessário cruzar a cidade de Salvador, praticamente, de uma ponta a outra numa tentativa de amenizar o considerável prejuízo da função ocasionado pela lesão sofrida no parto.

Oito anos depois aquilo que poderia ser uma limitação - decorrente da paralisia braquial obstétrica - foi estudado e trabalhado para que Yasmim ganhasse mais mobilidade e autonomia, contribuindo para a sua inclusão social. E é nesse contexto que o Karatê Adaptado entra na vida da família Santos.

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