O QUE PODEMOS FAZER PARA POR FIM À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Olá irmãos e irmãos afrodescendentes, Irmãos e irmãs no Orisa, Inkice ou Vodun

 

Tendo em vista a data do dia 21/01 de combate á intolerância religiosa e diante desse crime perpetrado contra um Templo Religioso Afro, em Camaçari (BA), arvorei-me a escrever esse pequeno texto com o objetivo de contribuir com o debate.

 

Felicidades a todos e a todas

 

Jayro Pereira 

Teológo da Religião Afro

Omo Orisa Ogiyán

Mestre em Teologia

Bacharel em Teologia

Licenciado em Ciências Religioas

Especialista em Culturas Africanas e Educação Inter-Étnica na Educação Brasileira

 

Felicidades e todas e todos 

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Para o combate a intolerancia religiosa temos que nos unir mais.

Pais e mães de Santo tem que se reunir e ir até Basilia com leis claras e duras em relação a esse tipo de intolerancia.

Um pais miscigenado. Há discriminação de tudo. Pobre, branco, negro, gay, prostitutas, religião.

Sabe porque isso acontece? Pporque somos desgovernados. Não temos pulso,gente.

Não existe um papado do candomblé. Existe? Não nos unirmos por vaidades e separatismos mesmo. Somos todos iguais perante a Olorun, Olodumare.

Abraçar a causa dos orisas é abraçar uma historia de um povo sofrido. Energias que vão e vem.

Não existe uma sociedade do candomblé, e sim, um povo desordenados. Por isso que acontece essas barbaridades que aconteceu. A partir do momento que essas leis forem divulgadas e estampadas dentro dos candomblés jamais isso irá acontecer. Fazer manifestações só chama mais atenção e nos tira do objetivo maior. Leis punitivas para a desordem.

Sinceramente não vai dá em nada. Olha, eu pegava esse cara mais dava tanta porrada e dizia que era legitima defesa. E se ele chega armado dentro do candomblé e atira em todos no dia de festa??

Ele não sabe o quanto foi desperendido com aquelas energias que estão lá pra chegar e fazer isso. A mesma fé que ele tem nos temos também, gente. Em pleno século XXI, acontecendo esses tipos de coisa e ainda continuamos desunidos.

 

Desabafei.

 

Um abraço,

 

Cleiton Trindade

 

É realmente um questão muito delicada constituindo-se, de acordo com a mentalidade e o senso comum de nossa sociedade, quase uma utopia pensar-se em tolerância religiosa. Aliás a história nos mostra que quase nada se avançou no sentido da aceitação das alteridades sejam elas quais forem. Na questão religiosa,  esta é minha opinião, a grande vilã é a manipulação inescrupulosa dos dogmas que, descortinando véus, nada mais representam que a necessidade capitalista das igrejas, templos ou quaisquer outros locais destinados ao ofício religioso. Infelizmente o local que se quer sagrado, na maioria das vezes, nada mais é do que máquina perfeitamente sintonizada com a ambição desmedida daqueles que os comandam. Não se trata desta ou daquela igreja em particular, generalizo. Penso, e tenho minhas razões para isso, que a solução está na educação de base, primordial, cabendo ao professor o papel gigantesco da transformação social, realizada aos poucos, posto que pensar-se em mudanças de mentalidade demanda muito tempo, dedicação, esforço, abnegação e idealismo.

Silvânio Paulo de Barcelos

Historiador e professor de história



CLEITON TRINDADE SANTANA SANTOS disse:

Para o combate a intolerancia religiosa temos que nos unir mais.

Pais e mães de Santo tem que se reunir e ir até Basilia com leis claras e duras em relação a esse tipo de intolerancia.

Um pais miscigenado. Há discriminação de tudo. Pobre, branco, negro, gay, prostitutas, religião.

Sabe porque isso acontece? Pporque somos desgovernados. Não temos pulso,gente.

Não existe um papado do candomblé. Existe? Não nos unirmos por vaidades e separatismos mesmo. Somos todos iguais perante a Olorun, Olodumare.

Abraçar a causa dos orisas é abraçar uma historia de um povo sofrido. Energias que vão e vem.

Não existe uma sociedade do candomblé, e sim, um povo desordenados. Por isso que acontece essas barbaridades que aconteceu. A partir do momento que essas leis forem divulgadas e estampadas dentro dos candomblés jamais isso irá acontecer. Fazer manifestações só chama mais atenção e nos tira do objetivo maior. Leis punitivas para a desordem.

Sinceramente não vai dá em nada. Olha, eu pegava esse cara mais dava tanta porrada e dizia que era legitima defesa. E se ele chega armado dentro do candomblé e atira em todos no dia de festa??

Ele não sabe o quanto foi desperendido com aquelas energias que estão lá pra chegar e fazer isso. A mesma fé que ele tem nos temos também, gente. Em pleno século XXI, acontecendo esses tipos de coisa e ainda continuamos desunidos.

 

Desabafei.

 

Um abraço,

 

Cleiton Trindade

 

obrigado pelo seu texto, jayro. O caminho é este mesmo, abusca de uma unidade, que as religiões de matriz afrobrasileira se unam e se levantem contra a intolerância, senão seremos forçados a conviver diuturnamente com notícias desagradáveis, como esta da invasão ao terreiro do Pai de Santo de Omolú.

Prezados,

Bom dia!!!

 

O atentado sofrido não foi só com os filhos desta roça,eu como Candomblecista, sinto-me atacado, não é indiretamente não e sim diretamente mesmo, pois esta agressão faz-me entender que a qualquer momento, até mesmo este insano (se não for punido legalmente) ou qualquer outro, poderá adentrar a roça que sou filho e proceder da mesma maneira. O fato é preocupante!!!

Irmãos do Asé, precisamos trabalhar o nosso coração e tentar ao menos entender, embora este fato seja  abominável, o princípio da Tolerância interior. O que é que entendo como Intolerância? Eu tolero os meus irmãos do asé mesmo? 

Ponto de reflexão: Já paramos para observar que existem situações no nosso cotidiano "Candomblé", que pode ser comparada ao que este insano fez nesta roça? Muitas vezes somos quebrados moralmente, igualzinho aos Ibás... Isso é apenas o meu ponto de vista em torno do olhar amplo da Intolerância.

Enfim, "Preconceito é opinião sem conhecimento", sendo assim, aguardemos respostas da justiça humana e de Deus, Tempo, Xangô...

Abraço solidário ao Babalorixá e aos seus filhos.  

para com a rivalidade entre mães e pais de santos,pois é  se unindo que resolvemos, os problemas,pois o povo cristão não se vê um querendo ser melhor que o outro mais sim se juntando para vencer a guerra junto,e o povo do candomblé
tem que fazer a mesma coisa,pois se perceberema intolerância esta no meio até dos proprios pais e mães de santos,pois determinado terreiro eu não vou porque não me dou com pai de santo nem mãe desanto isso ja é uma intolerância vamos nos unir e ter orgulho de ser quem nós somos .
Leonardo Amorim disse:

Prezados,

Bom dia!!!

 

O atentado sofrido não foi só com os filhos desta roça,eu como Candomblecista, sinto-me atacado, não é indiretamente não e sim diretamente mesmo, pois esta agressão faz-me entender que a qualquer momento, até mesmo este insano (se não for punido legalmente) ou qualquer outro, poderá adentrar a roça que sou filho e proceder da mesma maneira. O fato é preocupante!!!

Irmãos do Asé, precisamos trabalhar o nosso coração e tentar ao menos entender, embora este fato seja  abominável, o princípio da Tolerância interior. O que é que entendo como Intolerância? Eu tolero os meus irmãos do asé mesmo? 

Ponto de reflexão: Já paramos para observar que existem situações no nosso cotidiano "Candomblé", que pode ser comparada ao que este insano fez nesta roça? Muitas vezes somos quebrados moralmente, igualzinho aos Ibás... Isso é apenas o meu ponto de vista em torno do olhar amplo da Intolerância.

Enfim, "Preconceito é opinião sem conhecimento", sendo assim, aguardemos respostas da justiça humana e de Deus, Tempo, Xangô...

Abraço solidário ao Babalorixá e aos seus filhos.  

Sabe Jairo, às vezes me entristece quando escuto falar em ecumenismo porque, quando se propoe uma conversa, um diálogo ou mesmo um encontro, vejo que nem todos são convidados ou não aceitam o convite para não se misturarem. Como pode ser isso? Desde criança que escuto o seguinte: "conversando é que se entende". Só mesmo as pessoas se abrindo ao diálogo franco, transparente, para falarem de si, sem acusações, para se conhecerem e se entenderem é que pode ter maior e melhor aceitação do outro, do diferente, assim pode se pensar em por fim à intolerância religiosa.

Olha Conceição

Entendo sua reflexão e a compreendo relevante. Tenho defendido que a saída é a educação teológica e filosófica, de todos os envolvidos nessa guerra santa, onde acusadores e acusados compreendam a indissociabilidade do sagrado. Temos que aprender que o sagrado é um todo indivisível. Me parece que esse é um dos caminhos e tenho defendido isso ao longo da minha militância tanto no seio do movimento religioso contra a intolerância religiosa quanto no seio do movimento negro na luta contra o racismo. Temos que estudar teologia da religião afro, bem como a filosofia dessa tradição religiosa. Os/as adeptos/as afro tem que fazer defesa pública da sua fé qualificademente. Abraços e muitas felicidades para vc e sua familia

Jayro Pereira        

Conceição Nunes dos Anjos Ferrei disse:

Sabe Jairo, às vezes me entristece quando escuto falar em ecumenismo porque, quando se propoe uma conversa, um diálogo ou mesmo um encontro, vejo que nem todos são convidados ou não aceitam o convite para não se misturarem. Como pode ser isso? Desde criança que escuto o seguinte: "conversando é que se entende". Só mesmo as pessoas se abrindo ao diálogo franco, transparente, para falarem de si, sem acusações, para se conhecerem e se entenderem é que pode ter maior e melhor aceitação do outro, do diferente, assim pode se pensar em por fim à intolerância religiosa.

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