O Movimento Popular Pela Igualdade Étnica\Racial e Pela Representatividade - Não Fazemos Parte do Problema/Somos a Solução, convida esta entidade para construir uma Campanha que viabilize o empossamento definitivo da juiza Luislinda Valois como desembargadora do Estado da Bahia, devido a sua contribuição socio-politica para a população pobre, em especial a população negra. Estamos sugerindo o seguinte slogan:
Está campanha visa fazer justiça a Drª Luislinda Dias de Valois Santos, juíza desde os nove anos de idade, quando confrontou seu Professor de Artes que lhe sentenciou "Menina, se seu pai não pode comprar o material, deixe de estudar e vá aprender a fazer feijoada na casa dos brancos!". Por não ter dinheiro para comprar o material que lhe pedira. A juíza lhe respondeu: "Não vou fazer feijoada pra branco, não. Vou é ser juíza e lhe prender!".
Parte da profecia foi realizada, filha de Iansã, orixá que simboliza a encarnação de tempestades e raios, tornou-se a primeira juíza negra do país em 1984, foi também a primeira juíza a proferir a primeira sentença contra racismo no Brasil, em setembro de 1993, contra um supermercado que foi obrigado a indenizar uma cidadã, acusada injustamente de furto, em pleno "Estado Democrático de Direito".
Negra, Divorciada e com Dreadlocks, um caldeirão para revelar o preconceito e o racismo brasileiro, é um desafio para o satus quo do judiciário.Filha de costureira e de motorneiro de bonde, mãe de filho único, que se tornou promotor de justiça em Sergipe, Dr. Luis Fausto, e avó de dois netos.
Nascida e criada na Bahia, um dia após se formar em Direito inscreveu-se no concurso do Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), para Procuradora do órgão, passou em primeiro lugar, em todo Brasil, mas foi preterida de atuar na Bahia por não possuir padrinhos político sendo então enviada para o Paraná. Após 8 anos retornou a Bahia.
É a idealizadora do Balcão de Justiça e Cidadania, da Justiça Bairro a Bairro, da Justiça Itinerante da Bahia de Todos dos Santos e do Programa Justiça, Escola e Cidadania, sempre buscando garantir que a população negra tenha acesso aos órgãos do judiciário. Por esse trabalho recebeu em 2006 o primeiro Prêmio de Acesso à Justiça. Atua hoje no juizado da Unijorge, implantado por ela.
Possui todos os requisitos para Desembargadora e tem mais de 25 anos de profissão e mais de 50 anos de serviço público, ininterrupto. Dos 35 desembargadores da Bahia, nenhum tem as características e preserva a cultura e religião negra como LUISLINDA.
Meio século depois de sofrer a primeira discriminação racial direta, o que parecia resquício retardado do Brasil escravista, se repete, com a mesma personagem, evidenciando o quanto o país é racista.
Recentemente, em 2009 ao ser homenageada no 20 de novembro, em Salvador, foi barrada pelos seguranças que exigiam dela uma credencial, o infortúnio foi resolvido. Em 2010 novo racismo explicito: um site de caça estrelas a sentencia como camareira de uma artista global, ao vê-la numa foto onde estava sendo homenageada na novela "Viver a Vida" ao lado da brilhante atriz. O site informa: "Natália do Vale enche de mimos a camareira". Estes infortúnios podem ser solucionados, mas a dor não tem cura e deixa cicatrizes permanentes.
Assim, já passou da hora de fazermos justiça e empossá-la desembargadora.

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Comentário de Maria Olina Souza em 10 maio 2011 às 12:26
Muito bom e verdadeiro-: Não fazemos parte do problema/somos a solução!!!! Há 500 anos!!!
Admiro a juíza Luislinda e com certeza não existe outro nome melhor que o dela que possui todos os pre-requisitos para desembargadora e quiçá ocupar um cargo no supremo.
Comentário de anita de jesus costa em 10 maio 2011 às 11:59

Va, Enfrente Luislinda, Vc é um guerreira, Filha De Banburucema,

desejo boa sorte, Q Zambi te Proteja...vc merece...

Comentário de Vanda Gama da Silva em 10 maio 2011 às 10:02
Ai vai meu voto.
Comentário de YARA LUCIA MARCOLINO em 10 maio 2011 às 9:54

Jaqueline sou sua fã, adorei esta informação que nos atualiza e no orienta como proceder e muitas sitações, parabéns! Vou repassar a todos que puder no Ceará-Fortaleza.

Axé!

Comentário de RSebasthian em 10 maio 2011 às 6:13
Prá conseguirmos temos que ser apropria "justiça".
Comentário de Jandira Catarina Duque Pinto Fon em 10 maio 2011 às 4:17
Infelísmente o nosso país ainda só reconhece os valores humanos através de muitas lutas.Também tenho Iansã como meu guia. Chegaremos lá.
Comentário de Andres Thompson em 9 maio 2011 às 23:21

excelente post! sou branco, argentino, e levo anos me dedicando ao Brasil. Acho que a Luislinda tem que ser desembargadora sim! apoio. Como?

grato. andres

Comentário de marcos viana em 9 maio 2011 às 22:57

Não me identifico pela cor, pois apesar da cutis clara, tenho a plena consciência da minha mistura. Abomino preconceito de qualquer espécie e admiro muito a luta dessa ilustre e inteligente juiza, Dr. Luislinda. Não sabia de detalhes de racismo sofrido por esta admirável pessoa. Concordo com este movimento e torço pra que ele atinja seu objetivo. Estou na luta junto com vocês, fazendo o que me for permitido para ajudar.

Grande abraço Dr. Luislinda. Te admiro muito.

Comentário de Marília Pinto Fontes em 9 maio 2011 às 22:43
Estamos juntos nessa campanha, avante!
Comentário de Walter Rui Pinheiro em 9 maio 2011 às 22:36

Deixo como reflexão para todos nós, a busca de conscientização de que sem luta e valorização da força da nossa ancestralidades, não conseguiremos ir muito longe dos lugares demarcados pelo dominador, para que nós circulemos. Ainda é assim que funciona, só resolvemos em nosso favor o que ainda é permitido.

Lamentável mais é preciso muita luta e muita coragem e respeito pelos que são sinceros e sérios neste cenário de ilusões.

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